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Segunda-feira, Setembro 12, 2005
Pinturas Recentes
Beth Sousa
Sem Título I, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 150 x 200cm
Beth Sousa
Sem Título I, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título II, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 100 x 140cm
Beth Sousa
Sem Título III, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 130 x 160cm
Beth Sousa
Sem Título IV, 2005 (detalhe)
Acrílica sobre tela
Beth Sousa
Sem Título V, 2005 (detalhe)
Acrílica sobre tela
Beth Sousa
Sem Título VI, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 150 x 200cm
Beth Sousa
Sem Título VII, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 150 x 180cm
Beth Sousa
Sem Título VIII, 2005 (detalhe)
Acrílica sobre tela
Beth Sousa
Sem Título IX, 2005 (detalhe)
Acrílica sobre tela
Beth Sousa
Sem Título X, 2005
Acrílica sobre tela
Dimensões: 130 x 160cm
Beth Sousa
Sem Título XI, 2005 (detalhe)
Acrílica sobre tela
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Sexta-feira, Julho 16, 2004
V Salão de Artes Visuais
Museu de Arte Moderna da Bahia
Beth Sousa
Sem Título X, 2000
Acrílica sobre tela
Dimensões: 110 x 110cm
Beth Sousa
Sem Título X, 2000
Acrílica sobre tela
Dimensões: 110 x 110cm
Beth Sousa
Sem Título X, 2000
Acrílica sobre tela
Dimensões: 110 x 110cm
Exposição Coletiva
na Galeria do ICBA
Instituto Cultural Brasil-Alemanha
A Pintura Objeto que será exposta nesta coletiva é uma espécie de ponto de união entre trabalho pictórico desenvolvido nos últimos 13 anos e as novas formas de expressão tridimensional que venho buscando nos anos mais recentes.
A tentativa de associação da pintura a formas tridimensionais teve as suas primeiras incursões nas experiências com sobreposição de pequenos bonecos e animais de plástico a telas previamente pintadas, no início de 2001. As peças eram então costuradas e os cruzamentos das linhas e o seu adensamento se incorporavam à composição imprimindo-lhe rusticidade e força.
Na obra aqui exposta a associação entre o bidimensional da Pintura e o tridimensional do Objeto explorará a plasticidade de elementos do cotidiano. Nesta perspectiva, vislumbro possibilidades de conversão do objeto utilitário em obra de arte. Assim, a peça de algodão cru, matéria prima da obra bidimensional dos trabalhos anteriores, sobre a qual a pintura se desenvolvia, na forma tridimensional ganhará agora status de obra de arte.
O rolo de papel higiênico, por sua vez, terá a sua tridimensionalidade, enquanto objeto utilitário, convertida em elemento referencial na representação pictórica aqui proposta, ainda que de maneira não substantiva. Aí a harmonização cromática vai se encarregar de delinear o objeto, ora diluindo as formas, ora superpondo-as, estabelecendo os limites em que o elemento referencial surgirá de modo apenas sugerido ou de forma mais definida e consolidada.
O material empregado na composição constará de uma peça de algodão cru, nas dimensões 2m x 30m, sobre um suporte de madeira, tendo a acrílica como técnica.
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Beth Sousa
Sem Título II, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título III, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título IV, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título V, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título VI, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
Beth Sousa
Sem Título VII, 2003
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 70 x 120cm
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Terça-feira, Julho 06, 2004
A Arte de Beth Sousa
Representante da nova geração de artistas plásticos baianos, Beth Sousa completa seu nono ano de efetiva participação e empresta sua contribuição para a nova configuração da arte que se produz hoje na Bahia.
Ao longo dos últimos anos os trabalhos da artista experimentaram paulatinamente, mudanças de paleta, de temática e de técnica. Quem se dispuser a examinar sua retrospectiva haverá de constatar que algumas idiosincrasias são ao mesmo tempo marca e privilégio. A cor, por exemplo. Beth Sousa tem demonstrado harmônica interação com ela. Tanto quando faz uso de uma paleta intensamente cromática, até os anos 95, quando começa a convergir para a quase monocromia, nos trabalhos mais recentes. A intimidade com a cor é tão instintiva que até seu branco é, por assim dizer, colorido.
Na produção artística, notadamente a partir de 1996, fica evidenciado um maior equilíbrio da composição, característica aliás que vai marcar toda a obra daí para frente. Nesta fase a profusão de elementos e o uso da cor, para ocupar os espaços, estabelecem a ponte com os trabalhos anteriores a 1996. Os vagões que Beth Sousa mostrou no III Salão MAM-Bahia ("Vagão do Abraço, Vagão Livre" e "Vagão do Beijo"), em 1996, comprovam a sutileza desta passagem. O branco surge então como cor dominante. A técnica é mista, buscando efeitos a partir do óleo, encáustica e acrílica. A artista introduz uma linguagem cifrada, mesclada de letras sequenciadas, às vezes, em barras rítmicas como se fossem trilhas de modinhas ou intitulassem talvez estórias protagonizadas pelo bailante elenco da composição.
As telas expostas em Barcelona, na coletiva "7 Artistas Contemporâneos Baianos¿ em 1997, acentuam ainda mais o branco e sinalizam tanto para uma tendência à redução cromática como para a simplificação mais incisiva das formas.
A opção pela acrílica como técnica exclusiva a partir daí decorre do domínio que a artista passa a ter sobre essa técnica, de tal modo que a acrílica pode ser transformada em grandes empastes, como se fosse óleo, ou em superfícies transparentes, como se fosso aquarela, com a mesma destreza, utilizando como suporte papel ou tela. O aspecto destacável na obra de Beth Sousa consiste na inexistência de mudanças abruptas ou ruturas entre uma fase e outra, mas evolução gradativa. Cada nova etapa mantém com a anterior a essência; os elementos da composição entretanto vão sendo depurados, trocando paulatinamente de posição no espaço da tela, migrando do primeiro para o segundo plano e vice-versa. Esta dinâmica é conseguida com o auxílio das tramas, introduzidas em 1998. As tramas surgem portanto, com dupla função: a de valorização do espaço, papel que nas fases anteriores era exercido pela cor, e a de movimentação de planos. Com o branco, preferencialmente, as tramas se alternam entre o primeiro e o segundo plano sugerindo profundidade em certos campos da tela.
A temática dos trabalhos a partir de 1998 é o interior da massa copórea, um mergulho nas entranhas, uma incursão exploratória para pinçar e trasladar para a superfície da tela os elementos de sustentação do corpo: esqueletos, ossos, espinhas, partículas, formas fossilizadas. A fealdade primitiva da forma sofre uma completa metamorfose nas mãos da artista. A descoberta da plasticidade das estruturas ósseas foi mostrada, inicialmente, em uma série de 20 telas expostas em coletivas na Europa, nas cidades do Porto e Paris, em 98.
Os quadros mais recentes valorizam a quase monocromia. O branco desta fase se dilui sugerindo às vezes transparência, às vezes assume a conformação de flocos espaçados, outras vezes se alinha como se fosse breves de uma partitura invertida de um gênero qualquer de música de uma nota só. De tais composições, inspiradas em peças tão lúgubres, é paradoxal um resultado tão sereno, tão pacífico, tão plástico. É como se a simbologia da morte fosse aqui uma discreta referência ou um mero pretexto para se falar de vida.
* Suzana Nazaré é jornalista e artista plástica.
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BAHIA À PARIS - Outubro 1998
Arts Plastiques d'aujourd'hui
Galerie Magnan - Paris - França
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa
Sem Título 01, 2004
Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 90 x 120m
Beth Sousa, Paulo Pereira e Stella Carrozzo
Exposição integrante do IV MERCADO CULTURAL
Dezembro - 2002
Muito já se falou da natureza refratária da arte contemporânea, de sua impermeabilidade quanto aos discursos de mediação, da ausência de alinhamentos ideológicos. Muito se assinalou sobre a pulverização das técnicas e a transposição das ideologias estéticas para atitudes que buscam cumprir atos poéticos, transestéticos, ritualistas, fetichistas, teatrais, mercadológicos, etc. Muito se acusa a arte de hoje de cumprir um destino espetaculoso e babélico onde, quando há fruição, é mais por hedonismo sensorial que especificidade de leitura.
Vivemos numa época evidenciada por dramáticas transformações tecnológicas e científicas cujos desdobramentos verticalizam os padrões de produção, comunicação e relacionamentos humanos. É na inter-relação destes e outros fatores que se processam os ¿estranhamentos¿ com os quais os artistas cristalizam suas formas de reconhecimento do mundo. O artista de hoje não lida com territórios definidos pelo discurso das ideologias, da estética e dos valores centrados na artesania e nos virtuosismos. Fazer arte hoje implica em administrar superposições, relativizar os centros, produzir deslocamentos, dinâmicas de particularidades, sensibilizar coisas, atos, eventos, desenvolver espaços de circulação como episteme de visibilidade.
O que emerge como arte atual na Bahia não se furta em produzir os mesmos pluralismos de outros centros no Brasil e no mundo, com suas inter-subjetividades, considerando, claro, as evidentes especificidades locais que caracterizam as estratégias de alguns artistas e o meio de arte baianos. Na trilha das dificuldades em se produzir uma arte cuja disposição natural parece negar-se ao discurso da crítica, resta ao artista local disponibilizar-se em estratégias meramente expositivas, garantindo o mínimo de espaço para existir, ao menos para afirmar que o mundo mudou e, consequentemente, também as formas de produzir arte.
Beth Sousa, nesta mostra, reafirma suas preocupações mais recentes expressas por meio de instalações utilizando bonecos de borracha e couro para dar formas a figuras egressas do imaginário popular. A artista tem a intenção de agregar aos agrupamentos de seres uma idéia de crítica social. Estes conjuntos de bonecos são calcinados objetivando a distorção de suas formas para adquirir movimentos diferentes, e, provavelmente, assinalar uma diferente anonimia a cada um. Em algumas intâncias de seu atual trabalho os bonecos são contidos por caixas e bases que indicam estruturas urbanas que parecem modelar confinamentos. Beth é uma artista egressa da pintura e em suas instalações, embora tridimensionais, a presença da pintura não é inteiramente dissolvida, o que confere ao seu discurso uma idéia de baralhamento de referências que o torna auto-referente.
As recentes esculturas de Paulo Pereira perderam o seu caráter orgânico adquirindo a formatação de objetos de linhas redutoras que acenam para o minimal e o conceitual. Sua obra mantém aquelas mesmas disposições de referências culturais, sendo que sofisticou-se no discurso em detrimento do virtuosismo anterior. Apesar de serem objetos únicos, quando reunidos adquirem um status de instalação pela repetição de sua estrutura de caixa retangular diferenciada e pelos sutis comentários provocados por calculadas aberturas e deslocamentos, usados inteligentemente como delineadores das idéias que exatificam sensivelmente seus atributos conceituais. Sua aparência evoca urnas antigas, relicários, objetos em que se guardam ruídos culturais. Destas caixas emanam um silêncio que as tornam instigantes e alusivas à cultura e história da arte baiana e universal.
A que lugar pertence uma obra em que a expressão pelo desenho é grifada como escolha precípua e, simultaneamente, se vê anulada em sua existência visível? O trabalho de Stella Carrozzo traça como estratégias comportamentos que tipificam a arte de hoje naquelas ações que buscam pulverizar os limites daquelas fronteiras reconhecíveis historicamente. A escolha do desenho, às vezes comportado, às vezes não, anotações ou a mera presença do papel em sua instância crua ou tingidos por pastel oleoso, gravuras e grafismos são coadjuvantes que cristalizam um sintoma de perversão em relacão ao olhar. Stella Carrozzo expõe a sua obra atribuindo-lhe uma condição carnal revolvendo as instâncias dos seus tecidos expostos em camadas invisibilizando sua constituição total. São intrigas do visível numa esfera que nos permite apenas a dedução de suas perspectivas cruéis.
Beth Sousa, Paulo Pereira e Stella Carrozzo são artistas unidos por uma aliança tácita cujo objetivo é centrado na disseminação dos processos contemporâneos. Nestes artistas tão diferentes é possível notar um ponto de tangência: todos em certa medida trazem atribuições discursivas centrados na interioridade da obra. Antípodas entre si, e por isso análogos pelas suas direções contrárias, afirmam repertórios que direciona a produção de arte baiana no senso contemporâneo.
Salvador, novembro de 2002
Vaululzo Bezerra
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Objetos / Algumas considerações
O meu trabalho resulta da leitura que faço do dia a dia da população pobre da Bahia, discriminada, analfabeta, que sobrevive em condições sub humanas. Uma população, sofrida, desnutrida, que mora em barraco quando não vive nas ruas e que às vezes enlouquece.
Observo este povo miscigenado, predominantemente negro, apaixonado por futebol, carnaval e sexo, que frequenta o candomblé e a Igreja do Senhor do Bonfim e procuro captar o lado positivo desta cultura e a pureza desta gente que se enche de alegria, dribla o infortúnio, a miséria, e se arvora de coragem para enfrentar a dureza da lida.
Um povo simples, cheio de fé, que acredita no amanhã e que o "despacho" posto na encruzilhada (com galinha preta, farofa e cachaça) vai melhorar sua vida.
Um povo alegre, cheio de ritmo, com música no sangue, que só precisa de um pedaço de pau e uma lata velha para sair cantando e dançando ou de uma caixa de fósforo para improvisar um bom samba.
A simplicidade do material que utilizo no meu trabalho está em sintonia com esta realidade que procuro representar. Os pequenos bonecos de plástico (10cm de altura): utilizados na composição são adquiridos em feiras e lojinhas populares de miudezas. Os mesmos bonecos são usados no artesanato local, vestidos em trajes típicos de !Baianas".
A técnica que venho desenvolvendo, nos últimos dois anos, consiste em queimar e derreter as peças previamente pintadas, com o auxílio de labaredas, para redefinir figuras e criar personagens bailantes, que se abraçam e dão força uns aos outros. Em algumas obras os bonecos são costurados sobre a tela, ficando assim imobilizados, aprisionados, sem saída.
As galinhas que coloco nas instalações que faço são igualmente adquiridas em lojas populares. A galinha preta é um elemento sempre presente nos "despachos", também comumente chamados de "bozós" (rituais de magia negra que se praticam em algumas esquinas das ruas de Salvador) e está inserida no ritual do candomblé. As galinhas são pintadas de preto, as pernas são alongadas com o auxílio de couro costurado nas extremidades e mantidas eretas por uma armação de arame tendo, cada uma, 1,80m de altura.
Beth Sousa
Instalação - Objetos, 2004
Borracha sintética e arame retorcidos sobre madeira
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Instalação - Objetos, 2004
Borracha sintética e arame retorcidos sobre madeira
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Borracha sintética e arame retorcidos
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Plástico queimado
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Plástico queimado
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Plástico queimado
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Plástico queimado
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
Beth Sousa
Bonecos 01 - Fotografia,2004
Plástico queimado
Dimensões: 0,30 x 0,08 x 0,05m
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